quarta-feira, 10 de março de 2010

Passos entra nos apoios da líder 3 novos apoios

Candidato à liderança diz que o Governo liderado por José Sócrates está a "desfazer-se"

A candidatura de Pedro Passos Coelho à presidência do PSD recebeu ontem o apoio de três deputados que, no passado, apoiaram Manuela Ferreira Leite e outros líderes do partido.

Luís Campos Ferreira (apoiante de Ferreira Leite nas últimas diretas do PSD e vice-presidente da direção parlamentar liderada por Paulo Rangel na anterior legislatura) justificou a decisão - falando também em nome de Fernando Negrão e Luís Montenegro - com base em "três razões".

"Primeiro, de todos os candidatos é o que tem mais capacidade de integrar, de aglutinar todos os sociais democratas no dia a seguir às eleições. Segundo, há muito que se está a preparar e é, por isso, o que está mais preparado para ser líder do partido e primeiro ministro. Em terceiro lugar, num país onde toda a gente se habituou a falar berrando, a começar pelo primeiro-ministro e a acabar nalguma oposição, a combatividade serena de Pedro Passos Coelho é uma garantia de eficácia e de responsabilidade", frisou Luís Campos Ferreira.

Recorde-se que Luís Montenegro foi apoiante da candidatura de Santana Lopes em 2008 e Fernando Negrão, ex-director-geral da PJ, foi ministro no Governo de Santana Lopes e cabeça-de-lista do PSD por Setúbal nas legislativas de 2005 e 2009.

Os ex-presidentes da PT Miguel Horta e Costa e Luís Todo Bom também apoiam Passos Coelho, segundo a Lusa, integrando a Comissão de Honra do candidato juntamente com os actores Nicolau Breyner e Tozé Martinho.

Horta e Costa, que apoiou Ferreira Leite, disse ao DN que não faria "qualquer tipo de comentário" sobre o assunto por haver "passos importantes" a dar nos próximos dias, entre eles a realização do Congresso.

Quem vai esperar mesmo para "ver como é que corre o Congresso" extraordinário de 13 e 14 de Março, antes de anunciar a sua posição, é o eurodeputado Carlos Coelho.

Carlos Coelho foi o único eurodeputado do PSD a transitar da anterior para actual legislatura do Parlamento Europeu, tendo desempenhado até 2009 as funções de coordenador do grupo dos sociais-democratas naquela instituição e que agora são exercidas por Paulo Rangel -o qual recebeu, entretanto, o apoio de Pedro Lynce e Amândio de Azevedo.

Passos Coelho, num almoço com militantes em Oliveira do Hospital, disse querer um partido "com casa arrumada" para poder propor "um rumo para Portugal" num momento em que "o Governo está a desfazer-se".

Sinal disso, adiantou Passos Coelho, é que José Sócrates "já está a fazer campanha para dentro do PS". "Temos que dar uma alternativa de esperança aos portugueses", afirmou o candidato, acusando o Governo de "distribuir mal os poucos recursos".

Paulo Rangel, que se reuniu com a Confederação dos Agricultores de Portugal, disse que será na reforma da Política Agrícola Comum "que tudo se joga para o médio prazo da agricultura em Portugal", que deve ser encarada como "um sector estratégico" em termos económicos, de segurança e defesa nacional ou de ordenamento do território. Com Lusa in dn

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