O candidato à liderança do PSD Pedro Passos Coelho disse ontem que lhe "começa a faltar a paciência" para com a liderança de José Sócrates, que, "em vez de governar só chora", e diz estar preparado para "oferecer um novo Governo ao País". "O PS que acredite: nós não temos medo de eleições, estamos preparados para oferecer um novo Governo ao País", afirmou Passos Coelho, acrescentando: "Não tenho pressa em derrubar ninguém, nem de chegar ao Governo. Mas começa a faltar-me a paciência o ao ver um primeiro-ministro que só chora e se defende, em vez de governar o País."
O candidato laranja falava para uma centena de militantes de Viana do Castelo, onde inaugurou a sua sede de campanha, curiosamente frente ao Gabinete de Advogados de Aguiar-Branco naquela cidade. Sem se referir directamente aos restantes adversários na corrida à liderança do PSD, Pedro Passos Coelho preferiu acusar o Governo de "querer fazer um aumento encapotado de impostos, baixando as deduções à colecta nas áreas da saúde e da educação".
"Se se confirmar que vai haver diminuição de deduções, isso corresponde, na prática, a um aumento encapotado de impostos", disse ainda, considerando o aumento de impostos como o "pior caminho para Portugal".
Em contrapartida, defendeu ser necessário "apostar no crescimento económico e reduzir a despesa do Estado", apontando como receita um novo "programa de Reestruturação da Administração Central do Estado", de forma a emagrecê-la. E sublinhou a necessidade de um compromisso político para que "aqueles que trabalham e criam poupança no País não possam ser os que pagam a crise".
O candidato à liderança do PSD considerou que o Estado po- de ajudar as empresas a manter emprego durante dois ou três anos, mas sem aumento de despesas. "O Estado anda a pagar subsídios de desemprego enquanto as empresas vão falindo, quando podia pagar para que essas pessoas se mantivessem a traba- lhar", afirmou, defendendo também a atribuição de horas semanais de trabalho social aos beneficiários do rendimento mínimo. in dn 08-03-2010

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