O candidato à liderança do PSD, Pedro Passos Coelho, declarou esta terça-feira que quer um partido «com casa arrumada» que possa propor «um rumo para Portugal» pois «o Governo está a desfazer-se», escreve a Lusa.
Para o candidato, o sinal de que o Governo está a «desfazer-se» é que o «primeiro-ministro já está a fazer campanha para dentro do PS».
«Temos que dar uma alternativa de esperança aos portugueses», sustentou Passos Coelho, acusando o Governo de «distribuir mal os poucos recursos que temos».
Neste sentido, o candidato propôs duas medidas fundamentais para inverter a situação: um «tributo solidário», em que os beneficiários do subsídio de desemprego e do Rendimento de Inserção Social, «contribuam com horas de trabalho em instituições de solidariedade social», e um apoio às empresas que permita que o Estado possa compensar os trabalhadores pelas horas em que não trabalham nas empresas, evitando o pagamento de mais subsídios de desemprego.
Questionado acerca do programa de privatizações adiantado pelo Governo, Passos Coelho afirmou concordar com «as linhas gerai», mas salientou que estas devem «obedecer a um cronograma definido e que devem servir pelo menos em noventa por cento, para abater na dívida pública».
Pedro Passos Coelho sustentou que o PSD «é mais amigo do emprego que o PS», e propôs medidas para o relançamento da economia, destacando a baixa das taxas da Segurança Social e o atempado reembolso do IVA.
«Combatividade serena»
Os deputados Fernando Negrão, Luís Montenegro e Luís Campos Ferreira anunciaram o apoio a Pedro Passos Coelho, considerando que a sua «combatividade serena» garante uma liderança eficaz e responsável.
Luís Campos Ferreira anunciou que os três apoiam candidatura de Pedro Passos Coelho «essencialmente por três razões».
«Primeiro, de todos os candidatos é o que tem mais capacidade de integrar, de aglutinar todos os sociais-democratas no dia a seguir às eleições. Segundo, há muito que se está a preparar e é, por isso, o que está mais preparado para ser líder do partido e primeiro-ministro», salientou.
«Em terceiro lugar, num país onde toda a gente se habituou a falar berrando, a começar pelo senhor primeiro-ministro e a acabar nalguma oposição, a combatividade serena do doutor Pedro Passos Coelho é uma garantia de eficácia e de responsabilidade», concluiu Luís Campos Ferreira. In TVI24.
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