O candidato à liderança do PSD Pedro Passos Coelho disse hoje que Portugal tem "o primeiro ministro mais descredibilizado desde o 25 de abril" e que "já ninguém acredita que este seja um Governo de legislatura".
Para Passos Coelho, o executivo socialista de José Sócrates "está a governar navegando à costa e está com medo de eleições".
Essa é a razão, defende "porque a maior parte das pessoas está com os olhos no PSD" e porque a última semana de campanha para as eleições internas deve centrar-se no país e não em questões internas do partido.
Passos Coelho espera que questões como a insuficiência de assinaturas do adversário José Pedro Aguiar-Branco não marquem a reta final da campanha e que a tónica seja "o pluralismo, a tolerância e o respeito uns pelos outros".
"Nós não temos estado a falar do nosso umbigo e eu espero que esta última semana confirme esta tendência e que o país seja o centro das nossas discussões e mensagens políticas e não as questões internas que nada acrescentam à dignificação e à responsabilização que os portugueses esperam ver na política portuguesa", declarou aos jornalistas.
Antes, num discurso dirigido aos militantes, na sede distrital de Bragança do partido, o candidato disse que "o PSD tem de dar o exemplo, discutindo o país e não andando de dedo acusador uns para os outros" e valorizando os seus militantes.
"Há muitos anos que nos habituamos a tratar os militantes como quem enche autocarros, como meros figurantes da política interna. Se nós não respeitarmos os nossos militantes, não os trouxermos para o debate, não pusermos de lado os preconceitos, estamos a dar um sinal que tratamos o país como os militantes", afirmou.
Passos Coelho disse não ter pressa de chegar ao Governo nem ter como objetivo derrubar o Governo socialista, porém reiterou que "se o Partido Socialista e o engenheiro José Sócrates quiserem deixar o país a apodrecer, nós não andaremos com este Governo às costas".
O candidato entende que se não fossem a proximidade das eleições presidenciais e a atual situação económica do país "ninguém acreditava que este Governo durasse mais um ano".
Pedro Passos Coelho disse ainda que "gostaria que o PSD não votasse favoravelmente" o PEC (Plano de Estabilidade e Crescimento", votação que ocorrerá um dia antes das eleições no partido para a mudança de líder.
O candidato referiu-se também às obras públicas, para dizer que não é por regiões como Bragança que tem de começar a contenção, manifestando apoio às novas estradas em execução no único distrito do país sem um quilómetro de autoestrada. in jn
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